Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2005

Arte

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Pinceladas de cor nas sombras abstractas da minha imaginação, brilhos deixados num por do sol cheio de luas, penumbra de sentimentos traçados a pormenor, com um pincel fino, que a brisa marinha desbota no invisível, deste mundo de criatividade. Olhar critico que deixa o destino da tela, à mercê dos meus olhos fechados, confiante no talento que me nasce da alma, cores que escorrem e se misturam sem sentido, dão vida a uma melodia silenciosa que os olhares escutam, texturas do momento que nunca mais se repetem e que o tacto de quem sonha ao contrário, sentirá de outra forma.
Colorido de incompreensão inócua, na simples escolha da parede branca, onde a intensidade perfeita, da luz de um dia de Verão, realçará o sentido do delicado quadro, que tentadoramente, ainda está fresco. Num instante de raiva inesperado, as minhas mãos, penetram nas tintas, e com elas se misturam, metamorfoseiam o frágil efeito artístico do desenho, nascido do acaso, os meus dedos deslizam cruamente e sem nexo, entre contornos e efeitos visuais, reinventam novas formas de sentir, novos traços, impressões eternas, para sempre gravadas na pintura final, num momento de cega loucura, que o tempo jamais irá apagar.
São segredos abertos e entregues aos olhos de quem vê, que apenas eu consigo entender, sofrer e decifrar.

publicado por cabeça na lua às 00:01
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