Quarta-feira, 30 de Novembro de 2005

Assim nasce o Amor...

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Pedras límpidas e cristalinas que nascem a cada instante do meu âmago, brotam apaixonadas da nascente do meu ser, emergem enternecidas da minha essência, são seixos preciosos que rolam ao abandono dos momentos neste leito de emoções, ao sabor da corrente do imenso rio da vida, arrastados numa bela cascata de sentimentos cores e aromas que desaguam no sereno mar dos meus sonhos, e me aquietam a alma, são cristais transparentes que nascem disformes com arestas vivas, que se limam e perdem pedaços por onde passam, ganhando vivência, burilando a resistência, ampliando a pureza, lapidando as marcas que lhes dão mais valor à medida que o tempo passa, são jóias raras, pedras eternas e preciosas, são diamantes…é meu Amor por ti!

publicado por cabeça na lua às 09:48
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2005

Quando fizemos Amor...

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Almas intensas que se amam, em corpos que deslizam e se colam numa dança lânguida e quente, seios que se enchem de mãos cheias, dedos que exploram e abrem caminhos, bocas que derramam em nós delicias estonteantes, lábios que percorrem pregas de pele que se excitam, Amor que transpira de nós e se evapora para lá dos céus, momentos de paixão eterna que os beijos selam e calam, carícias que fecham o tempo dentro de nós e abrem o espaço para além de nós, segredos escondidos e encontrados em frases que nos demos sem falar, ternuras feitas de promessas que vamos esquecendo, olhos de desejo que viram e hoje choram esse dia, o dia em que fizemos amor pela última vez…

publicado por cabeça na lua às 02:10
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Sábado, 26 de Novembro de 2005

Embriaguez

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Corpo teu onde me banho, coração que pulsa e me inunda as veias de sangue ardente, suor que da minha pele escorre e a tua absorve, ar que flui e desagua em mim a cada toque molhado do teu corpo, lábios teus que roçam os meus e linguas que bebem e misturam os fluidos, vinho que saboreamos e nos incendeia as loucuras de fantasias, que o nosso pensamento escoa e verte sem parar, desatino que solto, quando provas o meu corpo, dormência dos sentidos que as mãos consomem de desejo e nos embebem a pele de prazer, carícias salgadas que as bocas sugam e engolem, e nos fazem deslizar docemente para dentro um do outro, mar quente de Amor e Paixão, derramado entre as minhas coxas embriagadas, que se abriram a ti, numa entrega húmida e louca, neste momento só meu e teu...

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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2005

Tu

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Senti o calor da tua boca na minha, acordei, abri os olhos, e abracei-te para te ter mais perto de mim, as tuas mãos tocam-me suavemente com toda a tua leveza, estremeço por dentro, lambes-me os seios, sugas-me os mamilos, aqueces-me a libido, enches-me de prazer, tocas-me e queres-me, sinto-o, beijas-me docemente, como um anjo, sabes que me excita toda essa ternura lânguida que tens quando queres fazer amor comigo, mexes-me nos cabelos despenteando-me, despertas-me a loucura do desejo, a minha língua perdeu-se no teu pescoço e nas tuas orelhas, suspiras, as tuas mãos descem para as minhas coxas, que procuram chegar mais perto da minha intimidade, tocas-me estou quente, sentes-me húmida, estimulas-me lentamente e surpreendes-me quando sinto os teus dedos dentro de mim, contorço-me, quero beijar-te, abraçar-te, abro os olhos e percebo que tu não estás ali, foste um sonho de Amor, que se dissipou na luz da manhã…

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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2005

Quente…

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Ao toque macio da seda na minha pele, sinto as tuas mãos que me acariciam em busca de um suspiro, pestanejo e vejo-te dentro de mim, inspiro, e sinto o calor dos teus lábios que me beijam, expiro, sinto a tua língua explorar na minha boca, o ar espicaça-me os seios e as coxas que fervem por ti, sinto o meu corpo vivo ás carícias do próprio ar, arde um fogo que sinto queimar-me no centro do meu ser, as minhas mãos sentem-te todos os contornos a cada movimento que fazem, os meus poros transpiram o teu perfume que se mistura com o meu, como se fizesses parte de mim, este estado intenso de impaciência, assanha-me os sentidos, deixa-me trémula, louca de paixão e desejo, turva-me o olhar, não demores meu amor, sabes onde te espero…

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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2005

Linguas adormecidas

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Ficamos ali, apenas olhando-nos, venerando-nos, saboreando a doçura dos beijos salgados que nos escorregam dos lábios, as línguas estão adormecidas, na pele e no ar ficou o cheiro do deleite, os corpos foram explorados e percorridos minuciosamente, detalhe a detalhe num caminho de delicias, inaugurado pelas soberanas do prazer, que embarcaram numa expedição de luxúria rumo ao desatino, abriram caminhos molhados, quentes e húmidos por entre saliências e contornos, tocaram, lamberam e degustaram lentamente todos os relevos, deslizaram a bom porto e esperaram o momento, absorvendo os fluidos soltos no instante em que se ouviram gemidos, e os corpos em contenção, se libertaram, numa explosão de sensações que os contorceu numa vénia merecida às rainhas desta sensual noite de paixão, as nossas línguas…

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Terça-feira, 22 de Novembro de 2005

Delirios

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Acendes-me o desejo com palavras que ardem nas velas que espalhámos pelo quarto, enlouqueces-me os sentidos com o toque dos lençóis de cetim onde me envolves e me puxas para ti, inebrias-me com o perfume exótico que emanas da tua pele, devoro-te num beijo, surpreendo-te numa carícia que te toca para além daquilo que esperas, sinto-te estremecer, convidas-me para outras loucuras de Amor mais arrojadas, sorrio e provoco-te num jogo de luxúria, fugindo-te dos braços, mas deixando que me toques e me excites, trocamos cumplicidades e prolongamos a brincadeira até o nosso amor clamar pelo momento em que me olhas nos olhos em busca da alma, murmuras o meu nome ao ouvido, e entras suavemente em mim, fazendo-me ali, na penumbra daquele ninho de Amor, a mulher mais feliz do mundo…

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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2005

Ao teu toque...

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São teus, os dedos que me tocam os seios, não são murmúrios o que ouves saíndo da minha boca, são melodias de amor que toco para ti, e em ti, quando as minhas mãos te encontram firme e me convidas á luxuria, em tons graves e agudos são os movimentos que fazes dentro de mim, enquanto me proporcionas momentos altos de prazer, nesta sala entoa uma música de dois corpos e quatro mãos que se ensinam, onde as partituras são cada toque, cada melodia que em surdina inventamos na loucura das carícias, ao som de beijos e ternuras que nos levam ao êxtase em simultâneo, ofegantes, suados e plenos de prazer, terminamos em grande apoteose esta harmoniosa e deslumbrante percussão de desejos ouvidos e derramados no corpo e na alma de cada um de nós dois…

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Domingo, 20 de Novembro de 2005

Para além de nós...

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Nos parcos momentos que nos damos, neste cosmos de realidades feitas, onde a contagem decrescente para a grande partida, começou ao primeiro suspiro, sentimos algo sobrenatural que nos impulsiona, um elo que não conseguimos controlar, nem sequer entender, escapa-nos, como água em terreno seco, entranha-se e cola-se a nós como mel, adoça-nos os sentidos, faz-nos sorrir e esticar os braços em busca um do outro, sentimo-lo como uma certeza incerta, onde o prazer desperta e nos enlouquece as almas, interrogamo-nos com medo da resposta, fechamos os olhos ás fortes evidências que sentimos dentro e não queremos aceitar o que existe para além de nós...o nosso Amor!

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Sábado, 19 de Novembro de 2005

Longe do paraíso...

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Respiro-te, sinto o teu cheiro em mim, relembro os momentos loucos que vivemos num paraíso longe daqui, relembro cada palavra que ecoa suavemente na minha alma, suspiro a cada movimento lembrado, sonho contigo de olhos abertos enquanto o mundo dorme, fecho os olhos a cada lembrança, para me sentir mais perto de ti, absorvo cada partícula de sonho que de mim emana, não esqueço a magia do olhar, derramo os instantes dos nossos momentos para uma pequena caixinha de seda feita, que guardo na intimidade, dentro de mim, onde ainda te sinto…

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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2005

Distância...

algemas.jpg

Deixa-te estar, meu amor, não te mexas, excita-me sem me tocares, devora-me apenas com o teu olhar, estou nua e caminho para ti, deixa-te levar pela música que emana de cada movimento, sente os meus seios que tocam levemente as tuas mãos, toca-os com a tua língua quente que me conforta e excita, beijo-te o pescoço, desabotoo-te a camisa, a minha boca desliza no teu peito, nos teus mamilos, todo o teu corpo estremece com este toque molhado, todos os teus poros transpiram de desejo, soltando no ar um aroma que me liberta ainda mais a líbido, abro as pernas e sento-me sobre ti, sentes-me húmida e quente sobre a pele da tua barriga, queres tocar-me o corpo, mas só as almas se podem tocar, neste jogo de prazeres adocicados, pedes-me mais, num murmúrio abafado pela loucura do momento em que te dispo as calças e te faço entrar suavemente na minha boca…

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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2005

Despida

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Vestida de seda, olho-te nos olhos e entro em ti, o laço de música que nos envolve solta aromas doces e sensuais enquanto caminho, rendas, toques, e carícias sonhadas trazem-te para mim, onde me vês, mas não me tocas, o meu corpo ondulante contorce-se a cada passo, a cada momento que os acasos da vida nos juntam e nos fazem suspirar em uníssono, oiço-te, chamas-me numa voz de silêncio que as palavras escondem e calam, recosto-me em ti, as tuas mãos seguram as minhas e percorrem-me o corpo, agora nu, paramos ali, abraçados, deixando os olhos falarem por si, há tanto para dizer…

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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005

Janela de sonhos

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À luz do teu olhar me deito, e me perco, sonho contigo, em mundos que não existem, onde os momentos são inventados, e os instantes apaixonados voam, levados nas brisas perfumadas da tua essência, deixo a janela da minha alma entreaberta, espreito a tua passagem ao largo deste mar, onde saboreio aquilo que me deixaste ver, e vivo na utopia daquilo que o meu ser me oferece, quando penso em ti, navegas à bolina, aproveitas os ventos favoráveis que te fazem deslizar para outros mundos, escurece e apenas vejo a tua silhueta fazendo-me adeus, ao longe, na linha deste horizonte de ilusão, tenho frio, mas não fecho a janela, o meu coração diz-me que não voltarás a passar aqui, mas a minha alma quer esperar…

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Terça-feira, 15 de Novembro de 2005

Outono

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São as rosas que sentem o Outono da ausência chegar e se desfolham, as suas pétalas caem suavemente sobre mim, cansaram-se da espera, suspiraram inquietas e deixaram-se cair de saudades, sinto a sua leveza e maciez tocar-me suavemente a pele, arrepio-me ao seu toque, e aos poucos sinto-te comigo, pétala a pétala, dedo a dedo que pousa sobre o meu corpo, sinto o teu perfume que me desperta os sentidos, são as tuas mãos da textura de pétalas de rosas vermelhas, que me tocam e excitam, é a doçura da paixão da tua boca que me beija, na dormência do prazer que partilhamos, eu, sou o chão quente onde tranquilamente te deitas, e o Sol escaldante que tanto procuras, num qualquer Verão inventado por nós, num qualquer dia deste Outono de rosas, de vermelho perfumado.

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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005

Doce Amor

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O amor não se percebe, não é para se entender, é um estado de quem se sente, é uma verdade, é a nossa alma a desatar os laços que a atrofiam, é uma magia, é uma ilusão bonita que não faz mal, é um desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga e não compreende. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Ama-se alguém, e quando não está por perto quem se ama, é o nosso amor, o amor que se lhe tem que nos acompanha, ama-se alguém por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente, que seja, não se pode resistir. Só o amor pode fazer valer uma vida e apenas o coração guardará para sempre o que se nos escapa das mãos.

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Liberto-me

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Já não me conheces, cresci, dei voltas ao mundo, de mágoas cheias ás costas, e tu, não sentiste a minha falta, bati com a porta, e tu, correste a fechá-la à chave, chamei o teu nome do fundo de um poço que me ajudaste a fazer, e tu, não me ouviste, escrevi-te cartas na alma, e tu, rasgaste as folhas em branco que encontraste, pousei para descansar nos teus ramos, e tu, derrubaste a árvore, cresci, e tu, já não me conheces, fui cobaia numa magia de Amor que tomei em doses reforçadas e ganhei pernas e asas para partir, e voltar para junto de ti, mas tu não sabes, não vês que cresci por dentro, onde os teus olhos não chegam.

2004

publicado por cabeça na lua às 14:46
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Amo-me

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Sozinha entrego-me ás delicias de mim, deito-me comigo, desperto para os desejos escondidos no meu corpo, as minhas mãos conhecem-me, o meu corpo suplica-as, olho-me e gosto do que vejo, conheço cada poro, cada prega da minha pele, sei onde começa e acaba o prazer, toco-me devagar, a minha boca humedece-me os dedos, as minhas pernas abrem-se a mim, excito-me e deixo-me ir, os meus olhos fecham-se e beijam-me a alma e os meus dedos entram em mim, suavemente, ao ritmo que me faz disfrutar o momento intenso, mas tranquilo, contorço-me, nesta troca de loucuras, onde apenas estou eu, sinto o calor que o meu corpo emana, o arrepio abaixo do umbigo, solto um gemido, para me ouvir, e não me contenho no momento do orgasmo que me invade e me leva ao céu, levo o momento até ao fim, até sentir que o meu corpo está pleno de mim.
Amo-me querendo saber o que sentias quando fazias amor comigo.

2004

publicado por cabeça na lua às 14:44
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Quem sou?

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Sou uma lágrima sofrida, chorada sentida, perdida, espalhada, sobre os poucos grãos de areia que são a minha alma, olho-te daqui, deste chão de amarguras, choro-te em pequenas gotículas de mim que não vês passar, arrefeço, desintegrada me evaporo nos céus, onde serei uma nuvem branca, que irá olhar-te de cima e renascer na forma de uma lágrima de chuva, espalhada, esquecida, escondida nos teus olhos onde choro eternamente o Amor que sinto por ti.

2004

publicado por cabeça na lua às 14:00
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Saudade

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Eu repousava num mundo diferente, sonhava sonhos que não sabia, esperava-te sempre andando, porque não sabia que estavas aqui, tão perto.
Chegaste trazido pelas tuas asas de Luz e pousaste em mim, trespassaste-me com a intensidade dos sentimentos sonhados, guardaste-me para sempre no nosso Amor, olhaste-me e beijaste-me, prendi-te para sempre no meu coração, na minha alma, no meu ser.
Fazes parte de mim por esta eternidade que me leva para parte incerta...
Procuro-te...
Onde estás?

publicado por cabeça na lua às 00:26
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Domingo, 13 de Novembro de 2005

Mais uma vez...

deleite.jpg

Desperta-me, não me deixes dormir, despe-me a pele, abraça-te à minha alma, acorda-me com as tuas mãos, estimula-me os sentidos com a tua boca, olha-me nos olhos e leva-me para dentro de ti, aviva-me o fogo, atiça-me o desejo, acende-me o Amor imenso que tenho dentro, a minha pele arde por um toque teu, os meus seios esperam-te, o meu corpo quer-te, as minhas mãos procuram-te, chega-te a mim, quero fazer amor contigo mais uma vez, a última vez…

2001

publicado por cabeça na lua às 23:59
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Hoje

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Esperei-te à porta e não me beijaste…amuei. Falei contigo e tu não me respondeste…desgostei. Sorri-te e tu não me sorriste…chorei. Olhei-te e tu não me olhaste…desesperei
Disse que te amo e tu não me ouviste…desanimei. Toquei-te e tu não me sentiste…sofri. Insinuei-me e tu não me deste atenção…agonizei.
Hoje pintei as unhas de vermelho e tu não viste…já não me amas?!

2004

publicado por cabeça na lua às 23:57
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Perdi-me

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Entrei, vi os teus olhos transparentes que me fixaram, baixei os olhos, olhei-te de novo, sorriste, eu sorri-te, sonhei contigo quando me sentei ao teu lado, imaginei-me longe dali, e tu, também foste convidado a entrar no meu sonho, parecias real, senti-te a voz, e dei-te a mão, corremos pela praia enquanto as ondas nos molhavam os pés, o Sol nascia e ficava cada vez maior e mais quente, a praia transformara-se num deserto imenso, onde a areia me prende os pés, já não consigo correr, não consigo respirar, tenho sede, grito o teu nome, peço ajuda, não me ouves, partiste e deixaste-me aqui a sofrer de Amor por ti…

2003

publicado por cabeça na lua às 22:30
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Ruina de mim

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No vazio que me atormenta, me empurra de encontro ao chão, não tenho forças, não consigo pensar, apenas me rastejo, à procura de uma Luz de uma mão que me traga as respostas ás perguntas que já esqueci, as lágrimas lavaram-me o discernimento, o tempo passou, as paredes de Amor que construímos caíram, tijolo a tijolo, um a um, numa destruição lenta e sofrida que olhei de perto, mesmo ao teu lado, feri as mãos tentando mantê-los a todos nos seus lugares, não fui capaz, não fui tão forte quanto pensava, vi o fim anunciado quando de uma só vez, a derrocada aconteceu, debaixo dos escombros fiquei eu, presa ao passado, pedi-te ajuda, estiquei a mão, e tu viraste-me as costas…

2003

publicado por cabeça na lua às 22:00
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?

solidao3.jpg

Pergunto-me: “porquê?”, vezes sem conta, pergunto aos céus a razão, olho-te e não percebo, não me olhas, não compreendo aquilo em que me tornei, será o Amor assim tão cruel? Será Amor? Algum dia foi Amor? Falo sozinha, não me queres responder, estou só, apenas te tenho a ti, mas tu não me tens, rejeitas-me, sinto-me morrer, sinto vidas dentro de mim, a vida que me deste, e a vida que me queres roubar, afinal não estou só, deste grande Amor, restou algo, que carrego dentro que vai crescendo a cada dia, outra alma, outro Amor, outro ser, um anjo, que me veio salvar com o seu Amor...

1999

publicado por cabeça na lua às 18:56
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Amor é fogo que arde

fogo.jpg

Este fogo que me invade a alma e o corpo, deixa-me tonta, vejo-te aqui, junto a mim, olhas-me, e não precisamos falar, os olhos falam e amam, as mãos sobem e avançam por entre os corpos, sulcando cada pedacinho de pele, a tua boca leva-me à loucura demente dos sentidos aflorados, no momento em que um arrepio imenso me entra pelo corpo, e me faz abraçar-te querendo-te dentro de mim, sentes a pele queimar ao toque das minhas mãos, ao toque das minhas pernas que te envolvem e te empurram para mim, as bocas rompem o silêncio numa troca de sussurros loucos, o céu aproxima-se para ver, as estrelas cobrem-nos com o seu brilho e lua esconde-se, respeitando o momento mágico, as nossas mãos entrelaçadas deixam fluir o Amor que nos une...e nos separa, abro os olhos e choro, porque já não estás aqui…

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Sábado, 12 de Novembro de 2005

Tu...

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Viajaste-me, descobriste-me, e do meu corpo fizeste o teu mundo, dos meus lábios um oceano onde a tua língua andou à deriva, os meus seios foram montanhas
que conquistaste devagar com as tuas mãos de algodão, fizeste-me mulher, murmuraste-me ao ouvido caminhos ainda por conquistar, perdi-me na imensidão do teu ser, viajei contigo na tua leveza transcendente, guardei os teus olhos de brilho para sempre na minha alma, o teu cheiro, o momento eterno e fugaz em que te vi passar,à distância da Luz, abri os olhos e senti-te partir…


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Amo-te...

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Procuro-te, vejo-te mas não te encontro, o teu olhar não está comigo, olhas-me mas não me vês, grito, choro, luto numa sangrenta batalha interior, onde a bandeira branca não será hasteada, morro um pedacinho, morro metade, sangro das muitas feridas que me fizeste, não as vês, mas sangram, morro aos teus olhos, encostada a ti, nos teus braços, ao alcance da tua mão, mas tu não vês, porque não estás comigo, não estás aqui, onde te amo perdidamente, aqui dentro de mim, dentro da minha alma, que já não te sente, morreu de amor por ti.

Escrito em 2003

publicado por cabeça na lua às 15:59
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Afinal vieste...

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Chovia, o vento soprava lá fora, vieste no teu cavalo branco, desfiando as leis do tempo e do espaço, vieste ao meu encontro, sabias que chorava a tua ausência, a saudade grassava-me o coração, mas vieste, sorriste quando me viste nua num convite escondido mal disfarçado, aos lençóis de cetim brancos que emanavam o meu calor, abracei-te, aqueci-te o corpo agora semi-nu, tu aqueceste-me a alma, acendeste-me o desejo de luxúria, toco-te sensualmente, enquanto tu me beijas apaixonadamente, no ar, o nosso cheiro que tão bem conhecemos e que nos desperta para outras paragens mais arrojadas…é bom ter-te de volta, meu amor.

Escrito em 1998

publicado por cabeça na lua às 15:28
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Apenas tu...

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Abraças-me, volto a nascer,
olhas-me, derreto de desejo,
tocas-me, subo aos céus,
aqueces-me, esqueço-me de mim
dás-me um beijo, elevo a alma,
amas-me e sou feliz

Escrito em 1989

publicado por cabeça na lua às 15:13
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Alma que chora

olhar_o_mar.jpg

Dizes que me amas, que me queres, que me desejas, mas não me ouves, pareces não ouvir a minha voz, queres calar-me com beijos que não quero dar, os teus braços envolvem-me e eu fujo, quero que me oiças, quero dizer-te que te amo, que estou contigo para além do que vês, não me entendes, não acreditamos no mesmo Amor, não o sentimos da mesma forma, vais para onde não quero ir, e não vens para junto de mim, a minha alma chora, e tu não vês, são lágrimas que não molham o chão que pisas, são lágrimas cortantes que matam lentamente, dia após dia, mas tu não as vês, não me olhas, não me ouves e não me amas como eu te amo…

Escrito em 2004

publicado por cabeça na lua às 14:49
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Esquecer...

mulhermar.jpg

Hoje não penso em ti, quero escapar das malhas deste Amor que me faz sofrer, quero navegar por mares mais calmos, menos tortuosos, quero perder-me à deriva de momentos que sonhei e onde tu não pertences, não quero ouvir a tua voz, oiço o mar de sonhos que me leva nas suas ondas de Paz, para um mundo muito longe daqui, fora deste Universo que se virou contra mim, as palavras que te escrevo não são as mesmas que lês, levo as cartas, onde se escondem as palavras que nunca te escrevi, não vale a pena sonhar mais, apenas quero partir.

Escrito em 2000

publicado por cabeça na lua às 14:43
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Sonho

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Dançámos ao som do mar, cantei-te ao ouvido cânticos de sereias perdidas, na areia desenhámos promessas de amor, que as gaivotas vieram abençoar, as ondas estenderam-se pela areia arrefecendo os corpos nus e escaldantes de desejo, estremeci, já não estávamos ali, estávamos perdidos noutro lugar, onde a sede de amar me consome, onde o meu corpo está frio e só, e onde o único som que me enche é o silêncio e o barulho ensurdecedor das lágrimas caindo…Espero-te!

Escrito em 2004

publicado por cabeça na lua às 13:31
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