Terça-feira, 31 de Janeiro de 2006

Fuga...

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Apagam-se as luzes, no silêncio premeditado, esvoaçam anónimas vibrações de aplausos inúteis e inglórios. Sobre mim, cai o pano da verdade, a alma fica a descoberto revelando a pura nudez da minha essência, lentamente as emoções e os sentimentos verdadeiros, são resgatados da mentira obscura.
Recolho-me no exíguo camarim do meu âmago, caracterizo-me de mim, revejo-me no espelho do tempo, e deixo de ser aquilo que quero ser, para ser o que sou.
Desenlaço das mãos, a inocência, que escondo, quando me defendo das falsas luzes da ribalta, acendo a ternura do meu olhar, e experimento a liberdade de rir, chorar e gritar sem guião.
Protegida, na cumplicidade da escuridão, solto o pesado ónus da minha existência, desato as amarras que me confinam os movimentos, inverto a história, e fujo da realidade artificial que me inventaram.
Descubro então, a espontaneidade do meu sorriso, quando saio airosamente pela porta principal dos meus sonhos e vou ao teu encontro...

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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

Encanto no olhar...

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No pulsar do encontro dos teus olhos nos meus, o tempo parou, o espaço apagou-se, o horizonte desceu sobre nós e trancou as portas ao mundo dos outros.
Naquele instante que se fez eterno, a leveza do brilho cúmplice das almas, uniu-se para lá dos sentidos, viajou para o nosso mundo de magias, na cauda de um cometa e fugiu dali.
Nos corpos expectantes, os sentidos afloram, o carinho surge na pureza de um respirar mais profundo, a ternura entrega-se ao abandono do sonho e voam carícias suaves, das mãos sedentas que não se tocam.
Apenas com um olhar, as essências mesclam-se, os olhos invadem-se, encerram-se um no outro, prendem-se ao desejo, e muito para além das paredes da realidade que nos rodeia, o nosso Amor acontece, entre o teu pestanejar e o meu.

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Domingo, 29 de Janeiro de 2006

Ultima vez...

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Na caminhada nocturna, as estrelas da saudade são a calçada que piso, percorro as avenidas do meu pensamento, procuro-te em mim, invento o som dos meus passos e sigo os teus, dobro a esquina do teu olhar, vislumbro a fachada da tua essência, e sem bater à porta, entro em ti.
Penetro-te a alma num fugaz sorriso, preencho-te do desejo que trago nas mãos, em carícias ousadas que não esperas, ateio-te o fogo que me consome as entranhas, crepito-te ao ouvido, sussurros de loucas fantasias que o devaneio me põe na boca. Sais de ti, entras deliciosamente em mim, incendeio-te, quando os beijos se encontram, e os teus lábios molhados devoraram a luxúria que me invade o rosto, quando me amas.
Quando cessa a magia, a lucidez invade a madrugada infinita de prazeres inventados, perco-me no confuso emaranhado de vielas que nos separam, esfuma-se o mapa que tracei até ti, desapareço ao fundo da rua das tuas ilusões, abandono o sonho, mas não te deixo sozinho, ofereço-te todos os momentos vividos, as palavras deitadas ao vento, e o último amanhecer da sombra da minha mão, fazendo-te adeus.

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Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Tocas-me...

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Quando a tua melodia me chama, o meu pensamento não actua, deixo que me leves na dança de acordes que inventas para me encantar, nos lábios, levo o silêncio na voz das estrelas, que se deitam no aconchego do meu amanhecer de alma, tornando-me mais brilhante quando te sinto perto.
De corpos colados, pairas sobre mim, numa leveza que só o Amor entende, tocas-me em suaves entoações de fluidos que se misturam, derramam e entranham em nós. No ar solta-se o aroma agridoce de beijos molhados, línguas que se enlaçam, e lábios que escorregam para lá das bocas, enchendo de paixão o espaço que existe para além de nós.
Neste céu de loucuras e magias, onde quatro mãos se encontram para amar, o olhar é o diapasão que afina os ritmos desta sonata, que a dois, vamos compondo, na pauta dos nossos sonhos. Nos instantes em que nos entrelaçamos, fechamos os olhos, e seguimos a sintonia do desejo, qual imensa orquestra de emoções, tocando de improviso e sem maestro, a mais bela das músicas, até hoje inventada.

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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2006

Sei o que sentes...

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No fundo dos teus olhos, encontras-me ao acaso, lês-me, passeias-te suavemente sobre a pele macia e inquieta da minha alma, pensas-me, traças-me o querer e sorris quando um doce arrepio te acaricia e desassossega a mente.
Conquisto-te, quando as minhas mãos te guiam, na procura das formas, dos contornos desta história irreal que não tem princípio, nem meio, nem fim. Alvoroço-te o espirito quando os teus dedos sentem inexplicavelmente o calor da paixão que me inspira e me move sobre ti.
Sem saberes quem sou, conheço os teus anseios, sei que te provoco os sentidos em cada letra que sulcas, prendo-te a mim a cada virgula que me espreita nua, entre letras.
Sonhas-me em sonhos teus, e abraças com fervor as minhas ilusões, possuis cada detalhe do corpo deste texto, e transpiras a secreta aspiração, que sejam dedicados a ti, estes doces devaneios, envoltos em lençóis, prazeres e metáforas escondidas.
Estremeces quando te afago os cabelos em cada frase, suspiras quando colas a tua boca no silêncio dos meus lábios, cativo-te as vontades, quando me ouves falando baixinho, sussurrando-te ao ouvido, todo o Amor que deixo espalhado nas entrelinhas.
Sei o que sentes quando as minhas palavras te tocam, e te desvendam sem pudor, os aromas deste rasto mágico, perfumado de delírios e confidências, de uma mulher que não existe, senão nas tuas fantasias.


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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006

Sem palavras

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De olhos perdidos olhando o vazio da noite, desta ilha sem nome, espero o dia seguinte, aguardo que a força do Sol rasgue a linha do horizonte.
Neste mágico e sereno mar de sentimentos que me separa de ti, consigo tocar-te, mergulhando-me nas águas cristalinas feitas de momentos, consigo respirar o cheiro da tua pele nas brisas que trazem a maresia de longe, e vislumbro o teu rosto no reflexo prateado que Lua cheia empresta à superfície deste oceano de ternuras e desejos.
Qual naúfraga desta paixão desmedida, mando-te numa garrafa, um beijo perfumado, embrulhado em todas as palavras que perdi, quando te vi partir desta praia deserta de ti!

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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

Quem...? Eu?

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Desce a madrugada e o sono não chega, dás voltas na cama, tentando fixar na tua memória o momento em que conheceste o brilho do meu olhar.
Ainda lembras o dia em que surgi num sonho teu, onde me inventaste nas tuas cores, me moldaste nas mais belas formas e onde me deste um nome escolhido entre os teus vazios.
Revês-te contemplando o meu rosto em fugazes instantes de eternidade, lembras o meu sorriso, que te fez tão feliz, e recordas que em troca, me deste vida com a tua magia, que absorvi e ainda trago espalhada por toda a pele.
Hoje, a realidade separa-nos, e tu, confundes a verdade com a ilusão, esqueceste o meu nome, e já não sabes se fui uma fada encantada do teu reino de fantasia, ou anjo rebelde perdido nas núvens do teu céu.
Nas tuas memórias, sentes o perfume das palavras que soprei nas penas das minhas asas, naquela linda noite de Lua cheia, testemunha calada de um sonho lindo, que não existiu em parte nenhuma, apenas dentro de ti, na tua boca que silencia, e ainda saboreia a doçura do beijo que nunca te dei.

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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006

Amuei...

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Quando a saudade espreita em lugares inesperados, eu escondo-me dela, procuro refugio longe dos resquícios de ti, que ainda guardo em mim e que o tempo ainda não levou.
Fecho a porta à alma, e deixo-me levar nas asas da deslembrança, tento não pensar, tento sorrir para dentro perante tudo aquilo que me deixa triste, resguardo-me do mundo, corro as cortinas do sonho e bloqueio a magia.
A sós comigo, tapo-me com a ausência, dou descanso ao corpo inquieto e sedento do teu, apago da pele a lembrança dos teus beijos molhados de paixão, relaxo os músculos, que se contraem em uníssono com os pensamentos incandescentes que me rodeiam a mente.
Desprendo-me das memórias esquecidas de aromas e sabores teus, que ainda sinto espalhados na pele, olvido-me do meu querer e alieno-me do desejo contido neste momento de loucura, em que o fogo que tenho dentro me consome.
Estou exausta...preciso esquecer-me de mim, para não pensar mais em ti…

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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

Encanto sem rosto...

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Trespasso a névoa que me turva o olhar e solto-me numa outra dimensão, onde os limites são nenhuns, escondo a alma de mim própria e deixo o corpo à vista, para que não percebam a minha ausência momentânea, esfumo-me nos caminhos que aprendi a percorrer, para ir ao teu encontro.
Na força do Amor, invento-te, leio-te os traços, escrevo-te os contornos, e tu, ditas-me palavras cheias de ti, frases que emanam o teu cheiro e me fazem fervilhar as veias adormecidas.
Oiço ecos surdos que me acariciam a pele, transpiro ideias e momentos que me despertam a leveza do ser e me colam inexplicavelmente a ti, mesmo sabendo que não existes para além das minhas fantasias.
Quando sinto a realidade chegar, de mansinho consigo tocar-te por um fugaz instante, cessando o sonho.
Nas mãos, trago pedacinhos da tua essência e no coração, a certeza que estarás sempre aí, com a magia espelhada no teu olhar sem rosto, que me fascina e inspira de cada vez que saio de mim, e secretamente, me vou aninhar em ti…

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Domingo, 22 de Janeiro de 2006

Nasce o dia...

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As bocas desorientadas, perdem-se na ansia das línguas molhadas e inquietas, as mãos enlouquecidas e trementes, guiam os movimentos dos corpos sedentos, que se deslizam e tacteiam, na avidez do desejo de se terem, muito para além dos sentidos.
Num sorriso cúmplice, preenchido de luxúria, contemplamo-nos, os olhos, calados pelos lábios que se querem tocar, sussurram um ao outro, palavras de Amor que não se escrevem, porque não existem para além de nós.
Completamente perdidos na essência um do outro, transpões-me a alma e invades-me carinhosamente o íntimo, numa conquista mútua de sensações únicas, que nos fazem estremecer o âmago, e disparar o pulsar alucinado da nossa paixão. Selamos o momento com um abraço envolvente, que nos funde e nos une, como se fossemos um só.
O delírio pungente, lateja por toda a nossa pele, a mente desassossega-se, alvoroça-se o nosso sentir, e o êxtase chega de mansinho, serenamente, como o dia que começa a clarear a noite, para lá da linha do horizonte...

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Sábado, 21 de Janeiro de 2006

Reflexo

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Num sonho meu, sonhei-te num espelho, onde o reflexo era eu.
No fundo dos meus olhos vi os teus, e nas minhas mãos, descobri a essência de duas almas imperfeitas, que buscam em si, a metade perdida nos caminhos da eternidade.
Na minha imagem sonhada, que és tu, li o seguimento da minha história, e encontrei o capítulo que faltava no livro inacabado que o Universo escreveu por linhas tortas.
No teu rosto, encontrei a Luz de um sorriso lindo, que é a continuação do meu, quando penso em ti.
No semblante que se desdobra em dois, nasce o impulso simultâneo da carícia, floresce o desejo ardente de união das duas partes incompletas.
A ternura entrelaça-se nas mãos que se procuram, a doçura derrama-se nos lábios sedentos, os corpos entregam-se ao prazer da sintonia eterna que os abraça, fazendo a magia do Amor acontecer.
Juntos, fazemos o encanto deste sonho a dois...
...tornar-se em pura realidade…

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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006

Feiticeira

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Na subtileza do sentir, deixo o pensamento voar no instante do acaso, fecho os olhos e inspiro-me em ti, nas sensações que me animam, quando as nossas almas se encontram para lá de nós e tocam os limites infinitos da eternidade.
Recebo na minha face triste, uma gota de saudade, nascida da luz ténue dos meus olhos, lágrima solitária, que perde forças no meu sorriso de criança, beija-me os lábios e cai desamparada no abismo da melancolia, desta noite sem ti.
Abraço a nostalgia, que me enlaçou sem aviso, e retribuo-lhe com o conforto das recordações, roço o céu com a minha essência, e trago o brilho das estrelas colado nos fios do meu cabelo, abro o coração ao Amor.
De olhos fechados, dou inicio ao ritual, encanto sensações á flor da pele, enfeitiço a doçura das palavras, liberto desejos contidos e aconchego no papel, todos os instantes feitos de sonhos, elaboro uma fantástica fórmula de letras, para te ter mais perto.
Num passe de magia, o tempo e o espaço diluem-se nos sentimentos, o encantamento da escrita acontece, e num fugaz momento de felicidade, consigo trazer-te a mim, consigo sentir o calor da tua voz que carinhosamente me sussurra ao ouvido, pronunciando as palavras mágicas que quero ouvir.
Hoje sorri, quando me disseste baixinho:
- "Amo-te, meu Amor "

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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

Pura Magia

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Enfeitiçados pelas saudades, corremos um para o outro, o céu abraça a terra e a linha do horizonte dissipa-se, estremecemos quando o nosso olhar se toca, e revivemos as sensações já perdidas nas brisas campestres, mas guardadas na alma.
O brilho de prata e ouro, que nos demos um dia, intensificou-se com a distância, nas nossas mãos entrelaçadas, sentimos fluir uma sintonia cósmica que não se explica, contemplamo-nos sorrindo e fechamos os olhos enquanto nos amamos assim, sem nos tocarmos, saciando a fome do corpo, apenas com o calor que emana da nossa pele.
Os lábios, entreabertos, sedentos, esperam-se, tremem, desejam-se, e entregam-se ao tão esperado toque mágico, a tal carícia doce e perfumada, que nos abre as portas do Paraíso, o beijo nosso, que tanto desejámos na imensidade dos dias que o calendário não marcou, porque para nós, o tempo não existe, temos e teremos sempre a eternidade a nosso favor…

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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006

Tocas-me...

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Deslizar contínuo, envolvente sentir que escorrega em mim, e se deixa ir na intensa vontade que se passeia e ondula por todo o meu corpo, doce arrepio, pungente de prazer, intenso e liberto, para além do suspiro arrebatador que me enche, e sufoca o deleite contido na languidez da carícia intentada.
Subtil promessa de paixão que prova, saboreia, confessa e envolve a sumptuosidade e a grandeza das fantasias que se soltam entre os teus dedos, descobrindo secretos anseios, revelando confessos caprichos que me tocam a pele, num fluir de gritos surdos que ecoam nas paredes do meu querer.
Serena meditação, na intensidade dos sentidos, que param, esperam, estremecem, e abraçam só para si, o auge do desejo prometido, que me ofereces nas tuas mãos…

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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006

Noite de Verão...

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Enlaças-me no conforto teus braços, e juntos olhamos o céu estrelado de uma noite de Amor, nos beijos trocados saboreamos o paladar doce e quente da nossa paixão, no fogo das nossas línguas há um Sol imenso, que nos derrete os sentidos e nos inflama deliciosamente a pele.
Despertamos o desejo num toque, numa carícia ardente que as nossas mãos se oferecem, num olhar profundo e intenso que trocamos, que nos sussurra carinhosamente ao ouvido as palavras que queremos ler e sentir.
No calor destes momentos escaldantes, transpiram de nós, emoções que queimam, que nos consomem a lucidez, na chama viva do prazer, que arde em ti e em mim.
Cegamos, na luxúria que nasce em nossos corpos incandescentes, que loucamente se entregam, se colam , se fundem e se amam incansáveis. Num suspiro, recuamos o tempo, fazemos o Mundo girar ao contrário, e entre lençóis, o Verão acontece, mais uma vez…

Lá fora, é Inverno, está frio e a chuva cai…

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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

Partiste...

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De cabelos ao vento, vislumbro o mar revolto nas rochas morrendo, penso em ti, és o mistério de um paraíso remoto, de memórias pintadas com a limpidez de céus azuis, que se reflectem neste chão virgem, abandonado aos meus pés, cansados de tanto te procurar.
Esqueci-me do que sou, e já não sei o que procuro, deambulo por aqui, perdida numa ilusão apenas minha, respiro a energia do Sol, que alimenta o derradeiro caminho que as minhas mãos demandam, quando se entranham na areia fina, em busca de ti.
Nesta doce saudade com cheiro a maresia, os pensamentos são feitos de sal, temperam a melodia das ondas, que se desfazem nesta praia de tantas lembranças. Aqui, não consigo deixar de te sentir, mesmo quando sei, que nada mais poderás ser, senão as pegadas de uma solitária gaivota, que a maré-alta já apagou há muito…


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Domingo, 15 de Janeiro de 2006

Mil e uma noites de prazer...

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Apenas as velas iluminam o espaço, a música oriental, que toca baixinho, é suavemente ritmada e sensual, no ar espalham-se aromas doces que se libertam do incenso que arde lentamente.
Deitado no chão sobre almofadas, olhas-me, enquanto danço suavemente para ti, envolvida na transparência de um fino véu, tu, tentas adivinhar as formas do meu corpo através dos movimentos leves e ondulantes que faço, segues cada passo desta dança milenar de encantamentos mil, interiorizas este ritual de desejo onde o mistério e a magia imperam, absorves este delicado revelar sem mostrar, que te liberta as emoções, e me solta as vontades.
Serpenteio-me à tua frente, seduzo-te, prendo os meus olhos nos teus, dou-te o meu feitiço, o meu fascínio, acordo-te os sentidos, cativo-te o corpo e a alma. Subtilmente, surpreendo-te, quando deixo cair das mãos, o véu que me tapa, e me revelo a ti, neste harém de uma só mulher, onde tu és rei…

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Sábado, 14 de Janeiro de 2006

Esperei

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Entre as sombras do nosso jardim, caminhei em busca de ti, deambulei entre as árvores imponentes que me cumprimentaram à chegada, perdi-me num emaranhado de raízes antigas e folhas secas, que cantando baixinho, me diziam que virias. Tímidos raios de Sol desciam e tocavam levemente o chão, iluminando o caminho que tu e eu havíamos pisado noutros momentos felizes.
Quis esperar-te, quando me disseste que não irias, aguardei a tua chegada mesmo sabendo que não poderias vir, mas agarrei-me ás certezas e insisti na espera, até desesperar. Na ansia de te sentir, despi-me de preconceitos, vesti-me de desejo, soltei em mim carícias de prazer, e seduzi-me…
E ali, escondida naquele jardim, onde tu não chegaste, amei-me intensamente, num momento único, em que fechei os olhos, e as minhas mãos, foram as tuas…

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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006

Ouves ?

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Lua nua, vestida de encantamentos, eterna confidente, conselheira dos amantes, feiticeira das sombras que se unem, dos lábios quentes e intensos, que se beijam, sob o brilho que os alumia, testemunha calada, dos gritantes segredos deixados entre lençóis, cúmplice muda, dos secretos dizeres, derramados em leitos nocturnos, de luxúria, e prazer consumado entre corpos suados, almas extasiadas e o brilho reluzente das estrelas.
Pele que arde na fogueira de uma paixão escaldante, doce crepitar de suspiros surdos, de ternuras soltas, num leve e fugaz olhar, entregue ao calor das mãos insaciáveis, que se oferecem em carícias tontas, em impulsos de carinho, nos instantes de uma alienada cegueira, de sensações libertas, que embelezam a escuridão desta noite fria.
Meiguices que despertam as emoções, que preenchem, satisfazem, e ao mesmo tempo sufocam deliciosamente, o ardente desejo de dar, a sede de querer e a fome de te amar.
Nesta noite de Lua Cheia, oiço a magia de uma voz que nos chama…

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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006

O beijo teu

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Penso-te levemente, num suave arrepio que me percorre o corpo, que me desassossega, e me deixa a pele em estado de alerta, aqui, deitada sobre ti, vejo-te nos meus sonhos, encontro o momento prometido, o fruto apetecido que colhemos do nosso âmago, e nos queremos oferecer, nesta deliciosa e provocadora tentação aos sentidos.
Nas tuas mãos, deixo as minhas, até ao instante em que acordarmos deste sereno sono, onde dormimos lado a lado, à distância de um toque, à distância de uma doce carícia, que não ousamos experimentar, para não quebrar a magia que sentimos fluir.
Neste repouso de saudade invertida, os olhos não se fecham, contemplam-se através de loucuras que os ventos nos segredam ao ouvido, e amenizam a inquietação da espera, que é curta no tempo, exígua no espaço, mas grandiosa no sentir.
O corpo, responde estremecendo, os poros despertam, o desejo instala-se, e a paixão desprende-se em gotículas perfumadas de mim e de ti, as nossas almas, presas ao mundo real, não suportam mais a ansiedade imposta pela distância, fogem, rompem as imposições, e unem-se para lá de nós, e ali, onde tudo começa, as bocas não falam, entregam-se, no sublime instante em que eu acordo, e tu me beijas os lábios entreabertos, sedentos dos teus ...

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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006

Mulher Sol

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Não vejo o dia anoitecer, fecho-me dentro do Sol que trago em mim, brilho para o meu interior, ofusco o meu centro, escondo-me atrás das nuvens que toldam o surrealismo do espaço de ilusões que invento, perco-me entre ocultas verdades que me fogem, e certezas gritantes que se escapam entre os meus dedos.
Com a chave do Amor, abro a secreta passagem, desvendada num futuro que já vivi, caminho num enleado de caminhos empedrados de um belo jardim, onde as viçosas flores que o enfeitam, são olhares doces, que se cruzam com o meu, fazendo-me brilhar, dando-me forças para continuar.
Vagueio neste labirinto de sonhos, onde os becos sem saída, são espelhos onde vislumbro os meus erros, mas surpreendo-me com o reflexo sorridente do meu semblante, encanto-me com a expressão radiante que se solta do meu rosto, quando me levanto a custo, de uma queda desamparada, à mercê de perguntas e respostas nunca encontradas.
Mais uma vez a dúvida apossa-se desta amálgama de sentires que brota da minha pele, não entendo, nem consigo compreender este misterioso brilho, não percebo, se é um Sol que nasce todas as manhãs na minha alma, ou apenas uma astuciosa magia, materializada numa máscara, nesciamente inventada, em momentos de desejo, para te encantar e te ter junto a mim...

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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Próximo Capitulo

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Dentro da febre da ansiedade que me consome a alma, o mundo vai perdendo a sua forma, delimito horizontes oblíquos, traço fronteiras de luz no céu, vou mais além de mim, do que é permitido, escrevo um livro de momentos, onde o título já não faz sentido, a capa está corroída pela saudade, e a estante já não comporta o peso das emoções desta história inacabada, que o Amor vai tentando escrever.
Na minha pele, escreveste o prefácio, quando a maciez das tuas mãos, deixaram em mim, pedaços da tua essência, carícias de letras, longos beijos molhados de momentos inventados, colados de desejo no silêncio das nossas bocas, frases apetecidas, toques e suspiros de sílabas quentes, deslizantes entre o tempo e a eternidade que as tuas palavras ainda contêm.
Na imensidão de capítulos escritos e por escrever, vejo-te nas entrelinhas, cruzamos olhares, fingimos não nos ver, folheamos o livro, e enganamos a sede da alma, quando em simultâneo, insistimos em virar e deixar para trás, mais uma página vazia de nós.

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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2006

As tuas mãos...

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Oiço o movimento do roçar alucinado, a pele que se toca e se excita, que desliza entre o suor de mel que nos transpira da alma, sinto o cheiro da paixão nos nossos beijos escorregados, as línguas enroladas, as bocas sugadas e mordiscadas.
Saboreio o teu doce suspirar, a ternura dos murmurios que me dizes ao ouvido, quando o prazer te chama a mim, e o ímpeto te empurra ao sabor dos impulsos que o corpo te pede. Procuras dar-me mais, e mais receber de mim, afogas-te nos meus cabelos, tocas-me os lábios, envolves-me os seios, afagas-me a face, memorizas e absorves a chama do meu Amor.
As tuas mãos emanam loucuras dementes, inventadas e reinventadas, moldam-se e ajustam-se subtilmente, quando se entranham em mim indo de encontro ao meu toque húmido e quente, que espera por ti...

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Domingo, 8 de Janeiro de 2006

Inconfessável

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Á Luz dos sonhos, sou a sombra que quero projectar, sou ilusão, sou canção, sou pássaro que voa para lá do tempo, sou palavras secretas em que me desfaço sem confessar a verdade, sou segredos que me desvendo, mistérios que escondo, na face oculta do espelho do meu ser.
Em prosa, entrego-me ao sentir, às carícias sublimes, às magníficas emoções e sensações que a alma pode conter na sua leveza, disfarço fantasias loucas e inconfessáveis que me tocam o corpo, dissimulo o desejo e os devaneios que me inquietam, descrevo demagogias, metáforas de que abuso, rasgos de poesia que lanço ao vento e se perdem por aí, sem encontrar a rima certa.
Junto letras, nesta tela irreal, invento cores de poesia, que te penetram o íntimo, que te tocam e despertam os sentidos, enigmas indecifráveis, loucuras incontáveis e prazeres alucinados, que num sensacional passe de mágica, se libertam da minha alma, através dos meus dedos, e se transformam naquilo que os teus olhos, querem ler…
É esta, a magia das palavras…


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Sábado, 7 de Janeiro de 2006

Tentas-me...

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Não te vejo, mas sinto que me espreitas, entre a folhagem do meu Paraíso, rodeias-me com a ternura do teu olhar, sei de cor o pulsar do teu coração, conheço o calor das tuas mãos e as sensações que me provocam.
És a tentação que me desafia, a cada movimento subtil, que fazes no meu jardim do Eden, quando deixas o teu perfume espalhado no ar, demarcando território, quando deixas que te espie os pensamentos, quando apressas o passo e te escondes, quando me aproximo do teu abrigo.
Eu sei onde estás, mas continuo escrevendo o livro, mastigando a loucura dos pensamentos que não confesso, até que se transformem em nada.
Mantenho-me serena e tranquila, não te procuro, vou deixar que me descubras…


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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006

Noite

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Escureceu.
O ténue brilho das estrelas indica-te o caminho até mim, não te vejo, mas sinto-te chegar, desprendo o toque, olvido o pudor e solto o desejo. O luar dos meus olhos, omite a razão, o tempo espera-te na minha noite que já é madrugada, o meu céu abre-se, mostra-se, dá-se ao querer que dita o desejo.
De nós, chovem beijos molhados, mimos trocados e meiguices oferecidas, no ar espalham-se murmúrios lânguidos que as tuas mãos procuram na minha pele, lábios perdidos em delícias húmidas, olhares esquecidos da beleza, da aurora insistente em chegar, plena de luz e emoções.
Momentos intensos, sem limites, deixados à mercê da rotação livre dos corpos, carícias secretas e magias inventadas, atrasam o amanhecer quase aceso, e assim, conseguimos prolongar a doçura da nossa noite de paixão, que não queremos, que chegue ao fim.
Hoje não quero ser dia...


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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

Em lume brando...

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Entre um singelo pestanejar e o delicado bater de asas de uma borboleta, o ar incendeia-se a qualquer movimento nosso, os copos no chão, estão vazios, a música já não toca, a cama está desfeita, lá fora chove um quotidiano, que não pertence a esta dimensão.
Neste campo de paixão, neste abrigo de loucura, a respiração retoma o fôlego, o coração apazigua as emoções ainda gritantes, a pele amansa o fogo, que brandamente se entranhou nos corpos despidos, ainda colados, ainda estremunhados, e inebriados, pela intensidade do êxtase, pelo culminar do deleite que nos deixa assim, quase adormecidos, ao abandono dos braços um do outro, retomando forças, para recomeçar tudo outra vez…


publicado por cabeça na lua às 00:03
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006

Apeteces-me...

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Em mim te sinto, como chocolate quente, que envolve o meu corpo e me adoça, aqueces-me, despertas-me, nesta mistura de odores, que de nós emana, resultado de uma fórmula mágica de cheiros, única e nossa, inventada com os nossos fluidos, reinventada de cada vez que fazemos amor. Escorres entre os meus seios e, perdes-te entre os poros adocicados de ti, nascente de mel, que flúi, do carinho que me dás, quando a tua língua me saboreia e se cola a mim.
Em nossas bocas não cabem os beijos, as palavras, e as doçuras derramadas de nossos lábios, agora perdidos em prazeres secretos, em instantes de dar e receber, recheados de deliciosas ternuras, sabores, e aromas agridoces, encontrados no momento, no limiar do desejo, quando as mãos se perdem, a pele se une, e a intensidade do prazer, impossível de abarcar, faz eco debaixo da tua pele, e se derrete dentro de mim.


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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006

Encontro

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Submergi num mundo novo, entrei sem licença para sofrer, aqui tudo é belo, tudo me faz sorrir, tudo é raiado de esperança, encontro novamente o Amor em mim, desta vez, apertado num canto qualquer, de onde não se quer escapar, aqui não há medo nem receio, sei que, tal como a flor nasce da semente, também a força florescerá em mim, e de novo olharei o mundo com os meus olhos, amanhã, mais perspicazes do que hoje.
Em mim, a presença, o sentir, o desejo perdura, mas de uma outra forma, aquela que eu quiser que seja, nada muda, mas tudo será diferente, ganhei um degrau nesta subida que me leva rumo ao conhecimento, não olharei para trás, levo tudo em mim guardado, como um livro que me guia o caminho, pois só assim, te posso sentir sempre mais perto, quando a saudade insistir em chegar.

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À deriva

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Instantes de entrega em momentos que cessam o sonho, quando os olhos se abrem e nada vêm, quando a alma se encontra e se perde nas premissas que lhe são impostas, livre apenas na ilusão, solta apenas nos sonhos, vazia de entendimento lógico, perdida na solidão obscura de um Universo onde tudo faz sentido, e a razão é rainha.
Imortalidade de sentimentos guardados, sentidos apurados, encontros viajados, lições de esperança que se desvanecem e se perdem pela eternidade dentro, onde não existe matéria, onde somos uno, onde somos tudo, feitos de nada, e onde a luz que nos guia e nos preenche, é o brilho do Amor…é para lá que caminho, é lá que me vou encontrar contigo!


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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2006

FIM

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Minhas magias entrego à mercê do Universo, desejos lançados ao ar, momentos de Amor e loucura, num jogo livre, mas incompleto, não existe vencedor, não existe vencido, apenas faltam as peças, o tempo e o espaço, para continuar a sonhar…

Na minha mão guardo o brilho do Amor, porque neste mundo de ilusões, só ele é real...

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Não sei…

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Danças em meu redor, como uma chama eterna que não se apaga, envolves-me no teu mistério e fascinas-me com os teus enigmas, inebrias-me na bruma de sentimentos perfumada de ti, perturbas-me e estimulas-me o desejo, com a sensualidade que dos teus dedos nasce, prendes-me e confundes-me nas tuas palavras cheias de códigos secretos, encantei-me na magia do teu olhar doce de mel, onde me vi ao espelho, voando contigo, na quietude imensa que é a tua alma de anjo, quando num impulso me ofereceste o prazer de um beijo teu.
Procuro a chave que abre a porta, mas apenas encontro uma íngreme e esburacada estrada, feita de silêncio e saudade, onde apenas a luz do Amor me conforta, sinto-me frágil, envolta em medos e sentimentos inconfessados, encontro-me contigo, nas dúvidas que também são minhas, enlaço-me nas tuas incertezas, caminho ao lado da tua nobre sensatez, de mãos dadas com a insegurança, sou cúmplice dos receios teus, agora também meus…

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Domingo, 1 de Janeiro de 2006

Céu da minha noite

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És o meu início perdido, depois de tantos fins, encontrei-te no brilho das estrelas, prendi-me a ti, entre um sorriso meu e a doçura do teu olhar, entre sonhos que tive, e cumplicidades encontradas no firmamento, entre a beleza da solitária Lua cheia, e a força poderosa do Sol nascente.
Envolvido numa explosão de cores e sentimentos encontrados ao acaso, ateaste em mim o fogo da quente paixão contida, quando no silêncio escondido de um mundo à parte, abrimos o livro da vida, e conjugámos o verbo amar, em tempos e modos, que não existem para mais ninguém, foram inventados á nossa imagem, para nos sentirmos mais próximos um do outro.
Contemplo o céu da minha noite, e não esqueço o caminho que me leva a ti, uma curta travessia, que toca o tempo e a eternidade, começa no teu pensamento, e termina no meu, nesse curto instante, estremeço, acredito nas certezas, fecho os olhos e sinto em mim, a intensidade do teu querer, e a verdade do Amor que te sinto.

publicado por cabeça na lua às 21:38
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